I Congresso Internacional José Saramago: do Berço à Universalidade
Os acontecimentos do dia 25 de novembro de 1975, em
Portugal, trouxeram o fim do PREC, como se sabe, e abriram caminho à
consolidação da democracia lusa.
Abriu-se uma nova fase político-institucional que haveria de
culminar na aprovação da Constituição de 1976 e na realização de eleições
democráticas. Com o 25 de Novembro, José Saramago fica desempregado e inicia um
novo percurso pessoal e profissional que o conduzirá, com muita persistência,
esforço e talento, a uma vida completamente nova. A tradução e alguma atividade
jornalística permitem-lhe sobreviver, nos primeiros tempos, até que se faz, a
pouco e pouco, escritor profissional e passa a viver inteiramente da escrita.
Digamos que José Saramago, com o 25 de Novembro, (re)nasceu
enquanto ser humano, escritor e cidadão ativo. Partindo deste mote, o I
Congresso Internacional José Saramago: do Berço à Universalidade pretende reler
toda a obra e toda a vida do autor de Ensaio sobre a Cegueira e de As Pequenas
Memórias.
A Azinhaga, berço de José Saramago, é o lugar ideial para se ler, estudar e divulgar a obra de um escritor que, traduzido e lido em todo o mundo, alcançou a universalidade e deve continuar a inspirar-nos com o seu exemplo de homem livre, insubmisso e comprometido com as tragédias, os dramas e os problemas humanos, sociais, políticos e religiosos, dos mais locais, íntimos e ocultos aos mais globais.

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